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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Terceiro Seminário - Projeto de Curso Aprendendo a ler, resumir e criar

PROJETO CURSO
CULTURA DIGITAL E ENSINO


ALUNO: André Fraga Fernandes 
  
NOME CURSO : Aprendendo a ler, resumir e criar

1.        FORMA DE OFERTA :  HÍBRIDO

2.        TEMPO DE DURAÇÃO: 6 semanas

3.        CARGA HORÁRIA TOTAL: 12 horas

4.        PÚBLICO: Alunos a partir do sexto ano do ensino fundamental.

5.        JUSTIFICATIVA DA OFERTA DO CURSO

Este curso é de grande relevância por sua busca em promover em sala de aula condições para o desenvolvimento de verdadeiros leitores. Buscando o engajamento intelectual do aluno, procurando meios de valorizar o letramento do aluno e não pura e simplesmente uma alfabetização que tem se mostrado ineficaz.  O ensino de leitura é fundamental para resolver problemas relacionados ao pouco aproveitamento escolar: ao fracasso na formação de leitores podemos atribuir o fracasso geral do aluno no ensino fundamental e médio.

6.        OBJETIVOS
Trabalhar a capacidade de letramento dos alunos buscando aprimorar e avaliar o grau de interpretação textual e absorção de informação contida em um texto. Além disso, de forma paralela o trabalho pretende estimular a capacidade criativa dos alunos através do uso de tecnologias digitais como ferramenta de expressão de sua leitura e visão das mensagens escritas.

7.        PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

É fato notório a existência de uma crise nos métodos de educação em nível mundial. Trata-se de uma crise institucional e não de uma crise dos alunos e manifesta um mal muito antigo, porém, pouco visível, mas que tem seu lado positivo. É boa essa percepção do erro e o incômodo que tem causado. Ainda que levemos muito tempo perpetuando uma educação obsoleta, já não se pode educar à força a nova geração e isso é bom. Esta crise, portanto, está provocando a quebra de um sistema que embora seja funcional é muito antigo e tornou-se ineficaz. Podemos chamá-lo de sistema patriarcal, ou hierárquico. Paulo Freire em seu livro “Pedagogia do Oprimido” chama-o de sistema bancário, pois os professores se comportam como narradores indiscutíveis, que depositam seus saberes nos alunos e estes, por sua vez, pacientemente ouvem e arquivam conteúdos como se fossem um banco. O ideal seria adotar uma atitude que concedesse mais liberdade e autonomia ao aluno, horizontalizando a rede de captação e absorção de conhecimentos, ao invés da transmissão hierárquica alheia aos anseios e interesses do aluno.

Um processo de ensino que valorize e utilize os conhecimentos e experiências prévias dos alunos e que não obedeça a um programa hierárquico e automatizado de análises sintáticas, semânticas e morfológicas que funciona como se fosse uma linha de montagem de uma fábrica, com testes e conceitos ao final da disciplina. Uma ideia próxima à metodologia utilizada por uma escola de Portugal, Escola da Ponte, que utiliza a lógica do processo natural de aprendizagem que ocorre com todos os seres humanos quando aprendem a falar. Rubem Alves define muito bem este processo fazendo a seguinte reflexão:

“Imaginem que o ensino da linguagem se desse em escolas, segundo os moldes de linha de montagem que conhecemos: aulas de substantivos, aulas de adjetivos, aulas de verbos, aulas de sintaxe, aulas de pronúncia. O que aconteceria? As crianças não aprenderiam a falar. Por que é que a aprendizagem da linguagem é tão perfeita, sendo tão informal e tão sem ordem certa? Porque ela vai acontecendo seguindo a experiência vital da criança: o falar vai colado à experiência que está acontecendo no presente. Somente aquilo que é vital é aprendido. Por que é que, a despeito de toda pedagogia, as crianças têm dificuldades em aprender nas escolas? Porque nas escolas o ensinado não vai colado à vida. Isso explica o desinteresse dos alunos pela escola. ”

Precisamos de uma educação afetiva ou interpessoal como essa, uma educação que tenha essa capacidade de existir por meio da boa convivência e da participação da comunidade e da qual o mundo precisa urgentemente. A educação precisa ocupar-se da dimensão profunda do ser humano.

Segundo Paulo Freire “A prática educativa será tão ou mais eficaz quando, possibilitando aos educandos o acesso ao conhecimento fundamentais ao campo em que se formam, os desafie a construir uma compreensão crítica de sua presença no mundo”. De forma análoga ao pensamento de Paulo Freire, Renee Hobbs diz que “a aprendizagem da escrita deve implicar a aprendizagem do mundo, uma vez que o sujeito, a linguagem e o conhecimento estão interligados. Toda a gama de competências cognitivas, emocionais e sociais que inclui a utilização de textos, ferramentas e tecnologias; as habilidades de reflexão crítica e análise, a prática da criação da mensagem e criatividade, a capacidade de se envolver na reflexão e pensamento ético, assim como a participação ativa através de trabalho em equipe e colaboração. ”  Para atingir este objetivo, os educadores precisam utilizar-se o quanto possível das novas tecnologias que fazem parte do cotidiano das novas gerações.  Fazendo uso de todas as mídias ao alcance dos alunos:  internet, televisão, cinema, tablet, celular, rádio, quadrinhos, livro, música, redes sociais, videogame, entre outras.

8.        AVALIAÇÃO

A avaliação será realizada sobre a história em quadrinhos apresentada ao final do curso. Será levado em consideração o nível de interpretação e proximidade da história em quadrinhos em relação ao texto original.

9.        RECURSOS NECESSÁRIOS:

Computadores, Editor de imagem, Editor de texto, site especializado em criação de histórias em quadrinhos.

10.        EMENTA

Conceito de letramento; leitura de contos clássicos; práticas de leitura em voz alta; conceitos de resumo e interpretação de texto; estímulo criativo; edição de imagens; criação de histórias em quadrinhos;

11.        CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1ª Aula – Leitura dos contos e primeiras impressões.

Apresentação dos autores. Para que todos tenham acesso à leitura os textos serão projetados para que todos leiam juntos. Os textos serão mediados de forma que os alunos possam analisar e discutir o texto, gerando uma maior compreensão.

Contos a serem lidos:
A viúva Sobral – Machado de Assis.
As formigas – Lygia Fagundes Telles.
Um especialista – Lima Barreto.
Viagem de bonde – Raquel de Queiroz.

 2ª aula – As leituras e o resumo.

Introdução e resumo do conto a ser lido em voz alta. Antes da leitura, um dos alunos escolhido pelo grupo fará um resumo da história a ser lida. Isso verificará o quanto os alunos conseguiram absorver da leitura do texto, bem como facilitará o acompanhamento por parte dos alunos ouvintes.

Leitura em voz alta por parte dos alunos, sem a projeção do texto. Esta etapa visa avaliar a fluência da leitura dos alunos.

Após a leitura dos textos será aberta oportunidade para os ouvintes esclarecerem dúvidas ou tecerem observações. Essa parte é mediada pelo professor.

3ª Aula

Elaboração de uma história em quadrinhos baseada nos textos lidos.
Criação de registro no site www.meugibi.com  
Criação dos diálogos e roteiro da história.

4ª Aula

Pesquisa de imagens, via sites de imagens ou desenhos a serem utilizados na história.
Compilação das imagens e início da formatação da história utilizando site meugibi.com

5ª Aula

Formatação final da história em quadrinhos.
6ª Aula

Apresentação das histórias em quadrinhos e avaliações finais.

12.        METODOLOGIA

Esta atividade passa por três momentos que pretendem trabalhar distintamente habilidades de leitura, interpretação e criação ou produção textual. Inicia-se com a leitura de 4 diferentes contos de curta extensão em sala de aula pelo professor. Após a leitura encontraremos diferentes grupos de alunos identificados aos diferentes contos para depois cada grupo prestar atenção mais detida à exposição de informações referentes aos contos e sua história, para estarem aptos a realizarem uma leitura mais consistente e esclarecedora dos contos escolhidos. Entre si, os alunos de cada grupo realizarão a leitura dos contos e escolherão um ou dois representantes para ler o texto em voz alta na sala de aula e um terceiro membro para fazer um resumo bem sintético do conteúdo do texto. Após esta primeira fase de leitura e interpretação os alunos terão o desafio de criar uma história em quadrinhos baseada no respectivo conto. 

                   13.        REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, RUBEM - A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Papirus Editora, Campinas, SP, 2001 e Edições Asa, Porto, 2001.

FREIRE, Paulo - Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

HOBBS, Renee. Digital and media literacy: connecting culture and classroom. USA: Corwin, 2011. (tradução livre)

REZENDE, Maria Vidotti de – O conceito de letramento digital e suas implicações pedagógicas. http://periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre Ano: 2016 – Volume: 9 – Número: 1 – ISSN 1983-3652

MARCUSCHI, L. C. Compreensão do texto: algumas reflexões. In O Livro Didático de Português: múltiplos olhares. DIONÍSIO, de Janeiro: Lucerna, 2005.


KLEIMAN, Ângela, oficina de leitura Teoria e prática, 9a Edição, Campinas, São Paulo.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Primeiro Seminário - A necessidade de mudança na abordagem educacional

A necessidade de mudanças na educação.

É fato notório a existência de uma crise nos métodos de educação em nível mundial.  Trata-se de uma crise institucional e não de uma crise dos alunos e manifesta um mal muito antigo, porém, pouco visível, mas que tem seu lado positivo. É boa essa percepção do erro e o incômodo que tem causado. Ainda que levemos muito tempo perpetuando uma educação obsoleta, já não se pode educar à força a nova geração e isso é bom. Esta crise, portanto, está provocando a quebra de um sistema que embora seja funcional é muito antigo e tornou-se ineficaz. Podemos chamá-lo de sistema patriarcal, ou hierárquico. Paulo Freire em seu livro “Pedagogia do Oprimido” chama-o de sistema bancário, pois os professores se comportam como narradores indiscutíveis, que depositam seus saberes nos alunos e estes, por sua vez, pacientemente ouvem e arquivam conteúdos como se fossem um banco. O ideal seria adotar uma atitude que concedesse mais liberdade e autonomia ao aluno, horizontalizando a rede de captação e absorção de conhecimentos, ao invés da transmissão hierárquica alheia aos anseios e interesses do aluno.

Um bom exemplo dessa nova maneira de pensar a educação é o que é praticado em uma escola de Portugal chamada Escola da Ponte, dirigida pelo educador José Pacheco. Muito diferente das escolas que possuem as salas de aulas tradicionais, com alunos dispostos à frente de um professor e este ensinando, explicando a matéria prevista nos programas oficiais, com aquela campainha que soa a intervalos regulares avisando que vai haver uma troca - muda-se de matéria, frequentemente muda-se de professor, pois há professores de matemática, de geografia, de ciências, etc., cada um ensinando a disciplina de sua especialidade. Na Escola da Ponte não existem classes separadas, 1º ano, 2º ano, 3º ano, etc. Também não existem aulas em que um professor ensina a matéria. O processo educativo funciona assim: os alunos formam pequenos grupos com interesse comum por um assunto, reúnem-se com um professor e ele, juntamente com os alunos, estabelece um programa de trabalho de 15 dias, orientando sobre o que devem pesquisar e os locais onde pesquisar. Usam muito os recursos da Internet. Ao final dos 15 dias os alunos se reúnem novamente e avaliam o que aprenderam. Se o que aprenderam foi adequado, aquele grupo se dissolve e forma-se um outro para estudar outro assunto. Os alunos que estão sendo alfabetizados aprendem a ler frases inteiras, que ficam afixadas às paredes. Estas frases são propostas pelas próprias crianças que expressam o que estão vivendo. Aprendem assim, que a escrita serve para narrar a vida que cada um vive. Uma abordagem de aprendizado semelhante ao aprendizado da fala. As crianças aprendem palavras inteiras, pois somente palavras inteiras fazem sentido. Elas não aprendem os sons para depois juntar os sons em palavras. Na Escola da Ponte as crianças maiores ensinam os menores, tudo sempre monitorado por um professor, claro. Existe um quadro onde os alunos escrevem que tipo de ajuda estão precisando em determinada matéria e também escrevem que tipo de assunto dominam e estão dispostos a ajudar outros alunos, formando assim uma rede de ajuda e conhecimento. A Escola da Ponte é uma escola sem turmas, sem professores e sem aulas de português, geografia, ciências, história, em lugares e horas determinadas que obedece um programa hierárquico e automatizado como uma linha de montagem, com testes e conceitos ao final do ano letivo. Ela utiliza a lógica do processo natural de aprendizagem que ocorre com todos os seres humanos quando aprendem a falar.  Rubem Alves define muito bem este processo fazendo a seguinte reflexão:

“Imaginem que o ensino da linguagem se desse em escolas, segundo os moldes de linha de montagem que conhecemos: aulas de substantivos, aulas de adjetivos, aulas de verbos, aulas de sintaxe, aulas de pronúncia. O que aconteceria? As crianças não aprenderiam a falar. Por que é que a aprendizagem da linguagem é tão perfeita, sendo tão informal e tão sem ordem certa? Porque ela vai acontecendo seguindo a experiência vital da criança: o falar vai colado à experiência que está acontecendo no presente. Somente aquilo que é vital é aprendido. Por que é que, a despeito de toda pedagogia, as crianças têm dificuldades em aprender nas escolas? Porque nas escolas o ensinado não vai colado à vida. Isso explica o desinteresse dos alunos pela escola. ”


Precisamos de uma educação afetiva ou interpessoal como essa, uma educação que tenha essa capacidade de existir por meio da boa convivência e da participação da comunidade e da qual o mundo precisa urgentemente. A educação precisa ocupar-se da dimensão profunda do ser humano.

Segundo Claudio Naranjo, em seu livro “Mudar a educação para mudar o mundo”  a proposta de nos encaminharmos para uma educação verdadeiramente mais relevante para a vida teria que privilegiar o autoconhecimento, o que significaria, junto ao propósito de uma educação para uma convivência feliz, uma reeducação importante dos educadores. É preciso incorporar o autoconhecimento ao currículo de formação dos profissionais da educação. Tanto na Espanha, como no Brasil, a lei de educação introduziu o conceito de “transversalidades” em referência a uma educação ética orientada para valores universais que se espera que os professores possam repartir através da forma em que põem em prática o currículo tradicional. Uma concepção que reflete a intuição de que a educação se faz através de um contágio pessoal de sabedoria e amor em parte espontâneo.

Ainda segundo Naranjo, “necessita-se, portanto, de um terceiro elemento entre os ramos do currículo clássico e dessa educação nos valores que se pretende levar a cabo através das transversalidades: a transformação do  educador(...) E assim transpassar ou transformar as limitações de um sistema implicitamente opressor que, perpetuando nossa ignorância fundamental, milita contra a saúde de nossas relações. Pensar, por exemplo, na diferença entre alfabetização e letramento para atingir o objetivo de um real sucesso na aprendizagem dos alunos. Segundo Paulo Freire “A prática educativa será tão ou mais eficaz quando, possibilitando aos educandos o acesso ao conhecimento fundamentais ao campo em que se formam, os desafie a construir uma compreensão crítica de sua presença no mundo”. De forma análoga ao pensamento de Paulo Freire, Renee Hobbs diz que “a aprendizagem da escrita deve implicar a aprendizagem do mundo, uma vez que o sujeito, a linguagem e o conhecimento estão interligados. Toda a gama de competências cognitivas, emocionais e sociais que inclui a utilização de textos, ferramentas e tecnologias; as habilidades de reflexão crítica e análise, a prática da criação da mensagem e criatividade, a capacidade de se envolver na reflexão e pensamento ético, assim como a participação ativa através de trabalho em equipe e colaboração. ”  Para atingir este objetivo, os educadores precisam utilizar-se o quanto possível das novas tecnologias que fazem parte do cotidiano das novas gerações.  Fazendo uso de todas as mídias ao alcance dos alunos:  internet, televisão, cinema, tablet, celular, rádio, quadrinhos, livro, música, redes sociais, videogame, entre outras.

Porém, ao se pensar a utilização de tecnologia no processo pedagógico não se pode esquecer que o aluno, o sujeito e não a técnica, é que deve ser o centro da ação. É preciso ver primeiro as potencialidades do indivíduo, a máquina é apenas um instrumento. É importante que o foco esteja no desenvolvimento do potencial do aluno e que a tecnologia seja apenas uma ferramenta que viabilize este desenvolvimento.

Em nosso próximo seminário, lançaremos as bases para um projeto que visa utilizar-se de tecnologias disponíveis para o desenvolvimento de um processo educativo que valorize o letramento e não a pura e simples alfabetização.



REFERÊNCIAS

ALVES, RUBEM - A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Papirus Editora, Campinas, SP, 2001 e Edições Asa, Porto, 2001.

FREIRE, Paulo - Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

HOBBS, Renee. Digital and media literacy: connecting culture and classroom. USA: Corwin, 2011. (tradução livre)

REZENDE, Maria Vidotti de – O conceito de letramento digital e suas implicações pedagógicas. http://periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre

Ano: 2016 – Volume: 9 – Número: 1 – ISSN 1983-3652

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Segundo seminário - Estimulando a leitura e criatividade - Projeto de aula para avaliação de capacidade de leitura e criatividade de alunos do ensino fundamental

Aprendendo a ler, resumir e criar
Carga horária: 12 horas em 6 encontros
Ambiente de mediação: Biblioteca e sala de informática
Recursos didáticos: Computadores, Editor de imagem, Editor de texto, site especializado em criação de histórias em quadrinhos.

Objetivo:
Trabalhar a capacidade de letramento dos alunos buscando aprimorar e avaliar o grau de interpretação textual e absorção de informação contida em um texto. Além disso, de forma paralela o trabalho pretende estimular a capacidade criativa dos alunos.

Resumo
Esta atividade passa por três momentos que pretendem trabalhar distintamente habilidades de leitura, interpretação e criação ou produção textual. Inicia-se com a leitura de 4 diferentes contos de curta extensão em sala de aula pelo professor. Após a leitura encontraremos diferentes grupos de alunos identificados aos diferentes contos para depois cada grupo prestar atenção mais detida à exposição de informações referentes aos contos e sua história, para estarem aptos a realizarem uma leitura mais consistente e esclarecedora dos contos escolhidos. Entre si, os alunos de cada grupo realizarão a leitura dos contos e escolherão um ou dois representantes para ler o texto em voz alta na sala de aula e um terceiro membro para fazer um resumo bem sintético do conteúdo do texto. Após esta primeira fase de leitura e interpretação os alunos terão o desafio de criar uma história em quadrinhos baseada no respectivo conto. 
Para serem bem-sucedidos neste desafio os alunos precisarão se utilizar de vários conhecimentos além da capacidade de leitura. Será necessário utilizar um navegador de internet para a busca de imagens, também um site específico que auxilia na criação de histórias em quadrinhos online: Meugibi.com. Exibição de vídeos, Microsoft word e Power Point.

1ª Aula – Leitura dos contos e primeiras impressões.
1º Passo – Leitura pelo professor
20 minutos – Apresentação dos autores. Para que todos tenham acesso à leitura os textos serão projetados para que todos leiam juntos. Os textos serão mediados de forma que os alunos possam analisar e discutir o texto, gerando uma maior compreensão.
Contos a serem lidos:
A viúva Sobral – Machado de Assis.
As formigas – Lygia Fagundes Telles.
Um especialista – Lima Barreto.
Viagem de bonde – Raquel de Queiroz.
Obs.: Todos os contos estão disponíveis na internet.
2º Passo – Definição dos grupos.
Após a leitura dos contos os alunos expressarão suas afinidades com os textos e serão definidos grupos distintos para trabalharem com o texto escolhido.

2ª aula – As leituras e o resumo.
Objetivo
Verificar a capacidade de leitura em voz alta dos alunos bem como o poder de interpretação e síntese.
1º Passo - Introdução e resumo do conto a ser lido em voz alta.
Antes da leitura, um dos alunos escolhido pelo grupo fará um resumo da história a ser lida. Isso verificará o quanto os alunos conseguiram absorver da leitura do texto, vem como facilitará o acompanhamento por parte dos alunos ouvintes.
2º Passo
Será realizada a leitura em voz alta por parte dos alunos, sem a projeção do texto. Esta etapa visa avaliar a fluência da leitura dos alunos.
3º Passo
Após a leitura dos textos será aberta oportunidade para os ouvintes esclarecerem dúvidas ou tecerem observações. Essa parte é mediada pelo professor.
4º Passo
O professor explicará a próxima etapa, que consiste na elaboração de uma história em quadrinhos baseada nos textos lidos. Cada grupo criará um registro no site www.meugibi.com , que será utilizado na próxima aula.

3ª Aula
1º Passo
Criação dos diálogos e roteiro da história.
2º Passo
Início da pesquisa de imagens ou desenhos a serem utilizados na história.

4ª Aula
1º Passo
Compilação das imagens e início da formatação da história utilizando site meugibi.com

5ª Aula
Apresentação das histórias utilizando o projetor.


Considerações finais, ressaltando os êxitos de cada grupo e realizando críticas construtivas e incentivadoras.